O planejamento financeiro familiar é fundamental para ter mais tranquilidade no dia a dia, cumprir todas as obrigações financeiras e investir na realização de sonhos, como a aquisição do imóvel próprio.

Com tantas despesas mensais, além de eventuais imprevistos, a falta de controle financeiro pode gerar problemas, como a inadimplência, que afetam a qualidade de vida e os planos familiares.

Para ajudar você a se organizar, preparamos este conteúdo com os 5 passos fundamentais para fazer um planejamento financeiro familiar de qualidade. Boa leitura!

1. Faça um levantamento dos gastos mensais

O primeiro passo para organizar o orçamento da família é fazer uma lista com todas as despesas. Aqui, você deve incluir gastos fixos e a média dos custos variáveis, além de uma margem de segurança para imprevistos. Alguns itens que devem ser considerados são:

  • aluguel de imóvel;
  • IPTU e condomínio;
  • financiamento de veículo;
  • IPVA e licenciamento;
  • gasolina;
  • mensalidade escolar;
  • energia elétrica;
  • água e gás;
  • serviços de telefonia;
  • mercado;
  • plano de saúde;
  • lazer.

Também existem alguns gastos imprevisíveis e menos frequentes, como compra de roupas, custos com medicamentos e outras aquisições que podem ser necessárias no decorrer do ano. Se possível, faça uma média de acordo com as despesas dos anos anteriores.

Para facilitar, crie uma planilha, procure modelos prontos na internet ou use aplicativos de controle financeiro. Essas ferramentas costumam indicar os gastos por categoria, para que você não se esqueça de nenhum item. Fazendo isso, você terá uma noção do valor necessário para quitar todas as despesas mensais.

2. Anote todos os rendimentos

O próximo passo do planejamento financeiro familiar é anotar todos os rendimentos. Inclua salários, contratos fixos, investimentos e rendas extras para verificar a média dos ganhos mensais, ou seja, os valores disponíveis para arcar com todos os compromissos.

Muitas vezes, as dificuldades financeiras surgem pela falta de controle dos rendimentos e das despesas. Sem isso, não é possível verificar se os ganhos são suficientes para manter o padrão de vida da família e se é necessário encontrar formas de reduzir os gastos.

Portanto, depois de saber qual é o rendimento mensal da família e os custos mensais, inclua essas informações na planilha ou no aplicativo de controle financeiro. Ao fazer isso, é importante ter atenção e inserir realmente todos os gastos.

Existem várias despesas mínimas na rotina, como um café no meio da tarde ou uma compra simples na padaria. Mesmo que pequenas, elas despesas devem ser incluídas e descontadas dos rendimentos.

Ao final de cada mês, veja se o saldo informado na planilha bate com os valores disponíveis nas contas bancárias, por exemplo. Caso tenha alguma divergência, tente descobrir os dados faltantes. Com o tempo, essa atividade se tornará um hábito, facilitando a sua rotina.

3. Encontre formas de economizar

Depois de fazer um diagnóstico da situação financeira, é hora de buscar formas de economizar. Se você deseja comprar um imóvel, viajar ou realizar outros sonhos que exijam um investimento, precisará guardar dinheiro.

Então, faça uma análise de todas as despesas e encontre pontos nos quais é possível economizar: trocar algumas marcas utilizadas por outras mais em conta no mercado ou reduzir o pacote do plano de telefonia são algumas opções comuns.

Quando for fazer compras, verifique a possibilidade de conseguir descontos à vista e priorize essa modalidade de pagamento quando for vantajosa. Além disso, analise com calma a real necessidade de adquirir um produto ou serviço antes de gastar e faça uma boa comparação de preços.

Muitas vezes, você encontra os mesmos itens por preços ou condições mais atrativas em outras lojas — as compras online são uma ótima alternativa para isso. Desse modo, fica mais fácil reduzir as despesas mensais e aumentar a economia para facilitar o planejamento financeiro familiar.

4. Crie uma reserva financeira

Uma reserva financeira é fundamental para lidar com imprevistos, como desemprego, rescisões de contratos de prestação de serviço e outras situações que diminuam os rendimentos mensais. Para ter mais tranquilidade, o ideal é ter valor suficiente para cobrir entre 6 meses e 1 ano de despesas da família.

Depois de economizar o suficiente para ter essa segurança, você pode começar a guardar para os outros planos. Crie reservas diferentes de acordo com os seus objetivos, por exemplo, trocar de carro, pagar uma faculdade ou conhecer um novo país.

Com base no planejamento financeiro familiar, determine quanto é possível economizar por mês e estabeleça metas de valores a serem guardados. Isso ajuda a manter o foco na hora de abrir mão de comprar determinado produto, por exemplo.

Uma dica para isso é aplicar a regra “50/15/35”. Funciona assim: 50% dos rendimentos familiares devem ser destinados às despesas fixas e itens básicos para o dia a dia. 35% são investidos em lazer e outras atividades não essenciais. Por fim, 15% devem ser usados para pagar dívidas e, após a quitação, serão destinados à reserva financeira.

5. Invista os valores guardados

Quando se fala em economizar, muitas pessoas pensam apenas em deixar a reserva financeira parada em uma conta corrente ou poupança, mas fazer isso é um erro. Infelizmente, com a inflação e os reajustes frequentes nos preços dos produtos e serviços, o dinheiro “perde valor”.

Vamos explicar: imagine que hoje você tem R$ 100 para ir ao mercado. Se comparar com os custos de um ano atrás, você vai perceber que o dinheiro não rende mais a mesma quantidade de itens. Então, é preciso encontrar formas de manter o valor das suas economias.

Existem diversas formas de investimentos para isso, como Tesouro Direto, Certificado de Depósito Bancário (CDB), Letra de Crédito Imobiliário (LCI), Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), entre outras, cada uma com ganhos específicos. O importante é fazer com que o seu dinheiro traga rendimentos e não perca o valor.

Se você não tem experiência, pode contar com o auxílio de empresas especializadas em investimentos para descobrir as melhores opções para o seu perfil, com alternativas de maior ou menor risco. Nesses casos, procure indicações e referências para encontrar um profissional de confiança.

Além de seguir esses passos, lembre-se de que o planejamento financeiro familiar é uma atividade contínua. Portanto, mantenha um controle mensal, analisando todos os gastos e rendimentos com frequência. Assim, você pode fazer ajustes e manter o orçamento organizado para investir nos seus sonhos.

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